Tenho um orgulho enorme de não ser mais a bobinha iludida que dorme com um sorriso no rosto só porque você disse uma palavra mais bonita. Parei de me importar desde que percebi que você não se importava. E sério, tá tudo bem. Aprendi que nessa vida cada um gosta do que lhe convém, e é isso. Não dá pra obrigar ninguém a se importar com a gente – triste realidade. Mas tá absorvida, tá gravada aqui, feito tatuagem. Se não liga, eu não ligo. Se não se interessa, eu não me interesso. Metódico e simples. E tô bem mais feliz assim, obrigada. Essa mania chata de viver romantizando o que não tinha romance era um porre daqueles bem fortes, só trazia dor de cabeça. Era um vício louco, um masoquismo disfarçado – me livrei. Tirei as asas das borboletas do meu estômago e coloquei todas as asas em mim – dramático, mas totalmente libertador. Tô livre mesmo, e não pretendo voltar pra gaiola. Durmo pensando em mim e acordo pensando em mim – sem amarras em nenhum outro coração que não seja o meu.
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